
24 horas, é o tempo que dura um dia. e uma hora dura 60 minutos. mas, quando eu estou com você, não parece. cada minuto parece um segundo e cada hora parece um minuto. e conforme o tempo vai passando, eu tenho que ir embora. eu chego em casa, o tempo se arrasta. os minutos parecem horas, e as horas parecem uma eternidade. dirigo-me até o meu quarto, sentada sobre a cama, coloco meus pés sobre a mesma e abraçando meus joelhos, dou um suspiro. o tempo parece que não passa quando eu não estou no meio de seus braços. acho que você não sabe o quão eu sofro ficando longe de você. você virou meu vício, um vício forte, e incessável. é muito incrível como eu posso amá-lo tanto assim. eu achava que isso fosse impossível. me deito na cama, sentindo a maciez do travesseiro tocar levemente minhas bochechas. decidi não pensar mais em você até amanhã. eu sabia que iria ser quase impossível cumprir essa missão, mas não custaria nada tentar. virei-me para o lado, e esperei que o sono viesse. nada. começei a viajar em meus pensamentos tentando achar algum assunto de meu interesse mas nada me vinha em mente. nada a não ser você. tentei refletir sobre como havia sido meu dia, mas a única parte da qual eu me lembrava com clareza era a parte em que eu estava junto á você. e quando dei por mim, eu já estava dormindo.acordei pela manhã com os raios do sol iluminando meus olhos. fiquei feliz por saber que eu estava viva, e que hoje eu poderia ver você novamente. me vesti e fui até o banheiro. olhei-me no espelho. eu ainda estava com as olheiras da noite cujo eu não consegui dormir. mesmo olhando minha face no espelho, era a sua imagem que eu via. para falar a verdade, ela era uma das unicas coisas que ue havia visto nestes últimos dias.saindo do banheiro, peguei a chave de casa, e saí. lembrei do que nós havíamos conversado no nosso encontro anterior, ele lembrei de onde nós havíamos combinado de nos encontrar. era na praça da cidade, no meio das árvores. chegando na praça, desliguei o carro. saí correndo porta afora, [...]
[...]eu contava os segundos para chegar até você. chegando no meio daquele mundo de árvores, eu lhe avistei. você virou a única coisa nítida que eu conseguia enxergar no momento. você me viu também, e foi quando nossos olhares se encontraram. senti um leve arrepio na pele de ver seus olhos novamente. parecia que eu não os viam a muito tempo. sentei do seu lado, não disse uma palavra. nós nos olhamos por alguns segundos quando eu senti sua mão indo para trás do meu pescoço e puxando-ô levemente para a frente. nossas bocas estavam a menos de centímetros uma da outra. passaram-se segundos e nós estávamos nos beijando. de repente o mundo havia parado. os pássaros não cantavam mais e o vento não sacudia mais as folhas das árvores. o único barulho cujo eu conseguia ouvir naquele momento, foram os barulhos de pequeninas cornetas imaginárias em minha mente. meu cérebro estava em festa, haviam pássaros cantando e dançando em torno de minha cabeça, eu ouvia também os foguetes estourando. mas de repente tudo parou. sua boca se afastou da minha, e os foguetes cessaram, os pássaros não cantavam e as cornetas já não tocavam mais. o único barulho que eu conseguia ouvir era meu coração mais muito mais acelerado do que o normal. olhei para você, nossos rostos ainda estavam próximos. você estava ofengante. acho que você estava na mesma situação que eu.sem pensar duas vezes, eu lhe beijei de novo. era um surto de sentimentos que não sabiam para onde ir.[...]
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